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Levantamento indica mudança no perfil do usuário, com maior presença de famílias nas estradas

Sertãozinho, 17 de junho de 2019. O fluxo diário de veículos nas rodovias sob concessão da Entrevias é de aproximadamente 45 mil nos 299 quilômetros de estradas na região de Ribeirão Preto, e 21 mil nos 271 quilômetros de vias localizadas entre Marília até Florínea (divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná). A partir de junho, o movimento nas rodovias começa a aumentar e, em julho, fica em média 10% maior, segundo levantamento do Centro de Controle Operacional (CCO) da Entrevias. O fluxo mais intenso é registrado principalmente na Rodovia Anhanguera (SP-330), que interliga Ribeirão a Igarapava (na divisa com o Estado de Minas Gerais).

Além da quantidade maior de veículos, as férias atraem para as rodovias um condutor com perfil diferente do habitual, que viaja acompanhado da família e crianças. “Diferente do usuário frequente, que tem a seu favor a prática e conhecimento, o condutor que sai de férias com a família, ou mesmo sozinho, muitas vezes é inexperiente e não conhece tão bem o caminho, tampouco as características da via”, explica o especialista na área de trânsito e consultor da Entrevias, Carlo Framarim.

Os motoristas devem redobrar os cuidados porque nesta época também aumenta a presença de veículos pesados nas pistas devido à safra da cana-de-açúcar, cujo pico é entre junho e julho. Canavieiros são muitos frequentes na região de Ribeirão Preto e Sertãozinho, principal polo produtor de cana no Estado de São Paulo. A velocidade reduzida na qual trafegam os veículos pesados exige mais atenção, tanto nas ultrapassagens, para evitar as colisões frontais e traseiras, além dos choques, que representam 56% do total de acidentes registrados nos dois trechos administrados.

“É necessário estar atento e buscar previsibilidade, ou seja, entender que as diferenças de peso, tamanho e tipo do veículo, de passeio ou comercial, por exemplo, vão influenciar muito no tempo necessário de reação e frenagem. Por isso, é fundamental manter uma distância segura para que se tenha tempo de reação suficiente”, completa Framarim.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 192, “deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo”, é motivo para infração grave, punida com 5 pontos na carteira.

“Motoristas, pedestres, ciclistas, todos precisam entender que estão dentro de um sistema viário e que existem regras que levam em consideração os riscos e a segurança do condutor, mas para isso, cada um precisa fazer a sua parte. Respeitar as regras de trânsito e agir com previsibilidade”, afirma Framarim.

O gestor de segurança viária da Entrevias, Fábio Ortega, reforça que a Entrevias, que integra o contrato de concessão firmado com o governo do Estado de São Paulo, investe em segurança viária, em programas de conscientização e de redução de mortes. “A Concessionária foi classificada como a primeira no Estado de São Paulo na redução de mortes. Realizamos obras, fazemos reforço na sinalização e melhorias constantes, mas a conduta individual é determinante”, afirma Ortega.

Crianças

A preocupação com a segurança no caso de viagens de férias também passa pela observação dos itens de segurança necessários para o transporte de crianças e na acomodação correta dos animais de estimação. Números da Organização Mundial da Saúde indicam que a redução de ferimentos e mortes de crianças pode chegar a 60% com o uso de equipamento adequado à idade e estatura.

Desde 2008, ano em que o uso dos dispositivos de retenção para crianças tornou-se obrigatório, o número de mortes diminuiu 12,5%. Ainda assim, acidentes de trânsito são a principal causa de morte acidental de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil, segundo a ONG Criança Segura. Até os sete anos e meio, elas devem utilizar o equipamento de retenção adequado, que pode ser o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação. Crianças menores de dez anos devem ser sempre transportadas nos bancos traseiros dos veículos usando individualmente cinto de segurança.

Pets

O Código Brasileiro de Trânsito não proíbe o transporte de animais de estimação, desde que a condução seja feita de maneira segura. Animais soltos dentro do veículo, com a cabeça para fora do carro, na carroceria ou transportados no colo ou entre os braços e pernas do motorista ou passageiros podem gerar multa de leve a grave, prevista nos artigos 169, 235 e 252. Por isso, uma das formas mais indicadas é utilizar a caixa de transporte e prendê-la com o cinto de segurança. Há ainda opções do assento cadeirinha para os pets menores, que vai preso ao banco do carro. Outras alternativas são o cinto de segurança especial e a grade de segurança.

Bagagem

O excesso de malas e a distribuição desorganizada no veículo podem resultar em infração de trânsito e causar acidentes. Malas maiores podem ser transportadas no bagageiro, desde que não ultrapassem a altura do banco de trás do carro, comprometendo a visibilidade. O hábito de carregar malas e outros volumes no banco traseiro do carro também é contraindicado porque o Código Brasileiro de Trânsito considera infração grave sobrecarregar o veículo com bagagem, no artigo 248. Malas na parte externa superior do veículo são permitidas, mas não devem ultrapassar os 50 centímetros de altura, para evitar que comprometa a visibilidade, que o veículo fique instável ou que a bagagem se desprenda e obstrua a via. O transporte de bicicletas é permitido, desde que não ultrapasse as dimensões determinadas e que seja utilizado equipamento adequado para sua fixação ao carro. Segundo o especialista, a regra número 1 é respeitar os limites do veículo.

Seu carro também precisa de Check-up

Apenas de janeiro a maio de 2019, as panes mecânicas representaram 32% do total de ocorrências atendidas pela Entrevias. Os principais tipos de socorro solicitados estão ligados a pane elétrica e seca. Por isso, um check-up antes de uma viagem é essencial. Especialistas recomendam verificar os freios, discos e pastilhas, que influenciam na frenagem; as condições dos pneus, do estepe e do alinhamento e balanceamento; revisão no nível e validade dos fluidos, além, claro, de conferir se itens como triângulo, macaco e chave de roda estão no carro e em boas condições. O sistema elétrico também precisa estar em ordem, portanto confira se as lanternas, faróis e piscas funcionam corretamente. Foto: Divulgação Entrevias